Mostrando postagens com marcador Rossana Gaia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rossana Gaia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Duas décadas de Comunicação & Educação

A Revista comunicação & Educação chega aos 20 anos com o mesmo vigor inicial. A novidade é que seus conteúdos são agora democraticamente compartilhados.
Aos que se interessam pelo assunto, abaixo estão listados os artigos deste número histórico. Clique aqui no link e acesse integralmente.

Saiba mais nos links a seguir.

v. 20, n. 1 (2015)

Comunicação & Educação: Aprendizagens na era digital

Sumário

Apresentação

Roseli Fígaro
7-15

Artigos Nacionais

Anna Maria Balogh
17-27
Jiani Adriana Bonin, Franciele Zarpelon Corrêa
29-37
Livia Sousa da Silva, Kátia Marly Leite Mendonça
39-49
Graça Penha Nascimento Rossetto, Rodrigo Carreiro, Maria Paula Almada e Silva
51-61

Artigos Internacionais

María Teresa Quiroz Velasco
63-70
Javier González García
71-81

Gestão da Comunicação

Michele Marques Pereira
83-90

Entrevista

Richard Romancini
91-103

Crítica

Felipe Corrêa de Mello, Maria Aparecida Baccega
105-116

Depoimento

Jussara Mangini
117-126

Experiência

André Lemos, Lara Perl
127-139

Poesia

Adilson Odair Citelli
141-145

Resenha

Katya Zuquim Braghini
147-153
Ligia Maria Prezia Lemos
155-159
Maria Ignes Carlos Magno
161-167

Atividades em sala de aula

Atividades em Comunicação & Educação – Ano XX – n. 1
Ruth Ribas Itacarambi
169-175


ISSN: 2316-9125

domingo, 17 de maio de 2015

Santaella destaca a importância da leitura


A professora Lúcia Santaella (PUC-SP) proferiu em Maceió, no 6º Seminário Nacional da EDAPICI, no último dia 13 de maio de 2015, a conferência "Educação digital na contemporaneidade", com mediação da professora e jornalista Rossana Gaia (IFAL). No evento, a pesquisadora destacou a importância da leitura e salientou que o leitor contemplativo continua sendo essencial para avançarmos. "Estamos na quinta fase do mundo digital e o virtual hoje é inseparável do nosso corpo, por conta das tecnologias de toque", destacou.
Para Santaella os afetos continuam sendo parte essencial das práticas cognitivas e a educação é "a única saída para a barbárie", considerando os dados atuais com os quais tem trabalhado, pois indicam o número de 46% dos estudantes que saem das universidades brasileiras como analfabetos digitais. Nesse sentido, destacou que os professores são fundamentais para ampliar os repertórios dos estudantes, já que aprendizagem implica memória e sistematização.
Ao retomar a categoria leitor, destacou a importância de ter sido estimulada por um ex-aluno, Cleumar Rocha, no sentido de pensar um novo tipo de leitor além dos leitores: 1.contemplativo (consegue ler além de duas páginas e de forma concentrada), 2.movente (treinado nas distrações apresenta memória curta, insuficiente no processo educativo) e 3.imersivo (está no mundo digital e tem acesso a todas as informações que necessitar, no entanto carece de repertório). A reflexão sobre o leitor oblíquo, que resultou em livro, indica um perfil de sujeito inserido na cultura e na arte do pós-humano, momento atual em que o professor já não é mais o centro da informação, mas continua sendo de alta relevância por indicar estratégias e pistas essenciais ao aluno. A aprendizagem oblíqua apresenta as seguintes características: ocasional, contingente, dispersiva, curta memorização, fragmentada, não sistematizada.
O grande desafio dos educadores neste momento, segundo a professora é entender que não existem receitas, aceitar o desafio de saber que não há educação sem continuidade e que a nossa época requer trabalhos compartilhados.

Para conhecer um pouco mais as reflexões da autora, o blog sugere as seguintes leituras:

1.Da cultura das mídias à cibercultura (2003)
2. Resenha de Fernando Paes sobre o livro Cultura das Mídias
3.Entrevista sobre mídias
4.Pós-humano por quê? (2007)
5. Cultura em deslocamento (s.d.)

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Revista Carta na Escola

A revista Carta na Escola produziu matéria que propõe debate acerca do plágio na atividade acadêmica. Leia a matéria parcialmente liberada na rede, já disponível nas bancas. O blog Anti-Plágio é citado como referência, ao lado do blog http://evitandoplagio.blogspot.com.br/ do professor Marcelo Krokoscz. A matéria assinada por Thaís Paiva indica ainda a leitura do livro Plágio:Palavras escondidas, liberado parcialmente no Google Books. Saiba mais sobre plágio. Leia na íntegra a entrevista concedida para a repórter, em 27 de março de 2015.

Primeiramente, o que caracteriza o plágio dentro do ambiente escolar, levando em consideração que o aluno precisa recorrer à referências, pesquisas e, muitas vezes, acaba parafraseando os conteúdos que encontra?
 Rossana Gaia: O plágio ocorre sempre que o estudante (em qualquer nível de ensino) copia um trabalho (parcial ou integralmente) e indica como sendo da sua autoria, sem indicação expressa do uso das aspas (no caso da citação literal) ou sem a indicação do autor e do ano de edição usado (quando realiza uma citação indireta). A paráfrase não é proibida, muito pelo contrário: refletir a partir de outros autores é a premissa básica da ciência, pois avançamos a partir dos que já pensaram anteriormente sobre os problemas que estudamos. Para que o estudante realize essa atividade é fundamental que tenha orientação do professor sobre os tipos de citação direta e indireta que pode realizar e de que modo essa escrita é realizada. Defendo que esse conhecimento seja difundido com alunos desde as turmas do ensino fundamental e médio, pois naturalizou-se encontrarmos os alunos no curso superior utilizando a estratégia copiar e colar como sinônimo de pesquisa. Ora, isto é plágio. Pesquisa requer reflexão sobre o que se leu.
 Em seu trabalho, a senhora aponta que a escrita criativa, sem cópia, exige um processo de aprendizagem sobre conceitos de fontes. O que seria isso?
 Rossana Gaia: O aprendizado sobre a escrita científica não é algo automático. O conhecimento da língua portuguesa é algo que colabora nesse processo. O uso de distintos verbos dicendi, por exemplo, torna a escrita científica elegante e ágil, além de convocar a fonte de referência que precisa ser indicada. Ao indicar uma leitura realizada, pode-se informar o leitor de distintas formas: Conforme registra; Segundo indica, etc. Além disso o aluno pode convocar os autores lidos com expressões como: De acordo com o autor, entende-se que... Conforme verifica-se na pesquisa deste autor, pode-se concluir que... etc. Fontes ou referências são todas as informações que coletamos ao longo de uma pesquisa. Podem ser físicas (livros, jornais, revistas, DVD, CD, etc.) ou virtuais. O fundamental é que estejam em sites confiáveis (instituições de ensino são referências importantes, além de bases para pesquisadores como Scielo). Leva-se um tempo para entender como fazer esse registro adequadamente, conforme as normas em vigor. No Brasil usamos as indicações previstas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O papel dos professores é fundamental nesse processo. Pode parecer difícil quando o aluno começa a utilizar, mas depois que se aprende, é para a vida inteira.
 Podemos dizer que a disseminação da internet e dos dispositivos digitais contribuiu, de certa forma, para o aumento de casos de plágio na escola? Em outras palavras, a comunicação digital facilita essa má-conduta dos estudantes?
Rossana Gaia: Não sou contra a Internet, pois a grande maioria dos pesquisadores sérios que conheço a utilizam como ferramenta democrática para difundir informações científicas, resultados de pesquisas, etc. Minha pesquisa de mestrado na UFPB foi sobre práticas educomunicativas, quando a Internet ainda estava na sua fase preliminar no Brasil, mas já indicava um grande potencial para o ensino. Quem não faz a citação da fonte, plagia. Isso ocorre desde a época em que usávamos apenas livros e enciclopédias, portanto não é um fenômeno meramente virtual, mas vincula-se a um modo de perceber e respeitar a escrita do outro que me antecede no campo de pesquisa. A internet apenas facilita quem tem uma má conduta, pois ao invés de precisar escrever, simplesmente usa as teclas ctrl+c e ctrl+v. O uso dessas teclas assume uma ação coerente quando eu ensinei ao aluno que o texto copiado, se for integral, deve estar com aspas e, se tiver uma paráfrase, deve indicar o autor lido. É simples e fácil, mas exige um aprendizado prévio e respeito pelo conhecimento universal.
 Quais são algumas estratégias que os professores podem adotar em sala de aula com a finalidade de diminuir o índice de plágios e, consequentemente, aumentar o engajamento, autoria do aluno em seus trabalhos escolares?
Rossana Gaia: Cada professor deve encontrar os meios possíveis no seu local de trabalho para estimular práticas de reflexão interessantes e que estimulem processos criativos de escrita e de leitura. No meu caso específico, elaborei um projeto de pesquisa científica, contei com apoio do CNPq (de 2011 a 2012) e da instituição na qual atuo para elaborar um blog que denominei Anti-Plágio <http://blogantiplagio.blogspot.com.br/>. O nome da primeira etapa deste projeto, de 2009 a 2010, foi "Predadores da Razão" e nele programei atividades diversas como elaborar palestras, aulas e outras atividades nas quais difundi o assunto com meus alunos e com estudantes de outras instituições para as quais era convidada a debater a questão. O blog atualmente é mantido por mim, sem colaboradores, no meu tempo livre. Suas atualizações em geral ocorrem a partir de demandas dos alunos, dúvidas que possuem e que procuro colaborar. Em geral, indico e comento textos ou filmes disponíveis na Internet. Outra estratégia possível para fomentar a criticidade é a criação de Clube de Leitura, pois estimula a curiosidade dos alunos. Além disso, convidar professores que já escreveram livros e que podem compartilhar com os estudantes as etapas de pesquisa e a forma de escrita, pode ser uma ótima forma de compartilhar a relevância dos trabalhos acadêmicos.  Um dos últimos posts que fiz foi de um vídeo realizado em 2014 por uma turma do Ensino Médio sobre o conceito de plágio e suas implicações. Há professores que são muito criativos e os alunos quando estimulados produzem materiais muito interessantes.
 Qual deve ser a posição/atitude do professor ao verificar um caso de plágio?
Rossana Gaia: Considero o professor um profissional do diálogo. Sempre que for detectado um plágio, se já foi ensinado ao aluno o conceito e a forma correta de indicação da leitura realizada, é fundamental que o professor retome as questões e indique expressamente onde está o problema e ensine, novamente (e quantas vezes for necessário) a forma coerente da escrita científica. O professor deve ser paciente, mas firme. O plágio é uma má conduta, é tipificado como crime, pois lesa a autoria e o aluno deve ser informado sobre isso. 
 Qual sua opinião sobre softwares caça-plágio?
Rossana Gaia: Todas as ferramentas que colaboram para acelerar o tempo dos professores na revisão de trabalhos acadêmicos, são bem-vindas. O próprio Google já funciona como uma ferramenta anti-plágio, pois ao digitar parte do texto de alguém, se não for da sua autoria e estiver citado no espaço virtual, certamente a identificação será imediata. 
 Há algo mais que a senhora gostaria de acrescentar sobre o tema?
Rossana Gaia: Não cometer plágio é sinônimo de conhecimento das normas da escrita científica e de respeito à autoria alheia. Quem faz isso desde o Ensino Médio ou aprende bem na graduação, tende a ter uma potencial carreira como pesquisador mais adiante.  O plágio é um interdito na vida acadêmica e o respeito que obtemos dos nossos pares decorre do nosso esforço em contribuir para difusão do conhecimento acumulado e acrescentar dados que sejam resultados das nossas vivências e práticas. É importante que professores doutores circulem entre alunos mais jovens e compartilhem seus saberes científicos. Esse  intercâmbio, quando não envolve arrogância, contribui bastante para democratizar a ciência e torná-la mais acessível.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Divulgue resultados da pesquisa

Todo pesquisador deve divulgar e apresentar os resultados das suas pesquisas. Segue, no link, a síntese de um artigo sobre pesquisa desenvolvida no âmbito do Núcleo de Pesquisa em Design para o Simpósio Brasileiro de Design Sustentável (SBDS), em 2011.Ideias aproveitáveis em uma pequena marcenaria

sábado, 31 de agosto de 2013

Sexta de Educação em Santana do Ipanena


Ontem à noite (30/08/2013), na Mesa-redonda "A utilização dos suportes digitais e o plágio nas atividades escolares", em Santana do Ipanema.

Debate qualitativo na apresentação do trabalho "Combate ao plágio na escola: exercícios de reflexão científica em práticas educomunicativas", dentro do projeto Sexta da Educação, organizado pela equipe da UFAL no campus Santana do Ipanema e que atende coordenadores e professores de escolas públicas de Santana do do Ipanema e cidades próximas, totalizando cerca de 130 pessoas.

No debate, seguimos a seguinte perspectiva:

1. Conceituamos plágio: http://www.significados.com.br/plagio/
2. Lembramos a legislação: <http://www.bn.br/portal/arquivos/pdf/Lei%209.610%20de%2098.pdf>
3. Citamos a Biblioteca Nacional: <http://www.bn.br/portal/?nu_pagina=11>
4. Lembramos que novas práticas sociais exigem novos esforços intelectuais no ambiente ecolar: <http://www.youtube.com/watch?v=kkWxtMFWqZw>
5.As mudanças nos formam como aprendizes permanentes: <http://www.youtube.com/watch?v=Y3VFIfjc_X8>
6. Há múltiplas plataformas que podem ser importantes auxiliares na prática das aprendizagens: Slideshare, Facebook, Twitter, Linkedin, Youtube, etc.
7. O case UTAD com o uso da Second Life: estudos do professor Leonel Morgado: http://home.utad.pt/~leonelm/
8. Por fim, um pouco de Bauman. Ele nos ajuda a pensar a fluidez da nossa época: http://www.youtube.com/watch?v=POZcBNo-D4A

segunda-feira, 23 de abril de 2012

A barbaridade do plágio, na perspectiva de Bilac


A Folha de S. Paulo, no Caderno Ilustríssima (4.abril.2012) publicou texto que Olavo Bilac escreveu para o jornal “A Notícia” em 24 de agosto de 1900.  O artigo, que faz parte do livro “Registro-Crônicas de Époque Carioca”, lançado pela Editora Unicamp, mostra a preocupação de Olavo Bilac com os direitos autorais.
Em um de seus trechos, o autor registra: “A pirataria é invencível, o melhor é deixar o mar livre aos piratas.”
Nas reflexões seguintes, o poeta destaca: “Apoderam-se do que é nosso, quebram-nos os versos, escorcham-nos a prosa, arrastam-nos a gramática por todas as ruas da Amargura, --e nem ao menos nos dizem: "Desculpe-me, senhor poeta! Desculpe-me senhor prosador! Não foi por querer...".
Valha-nos Deus! Pois nem ao menos a sintaxe nos hão de deixar, esses bárbaros?!”

Para conferir o texto na íntegra basta entra no link AQUI.  



Elaine Caldas, bolsista CNPq (orientação: profª. Drª. Rossana Gaia)

sábado, 24 de março de 2012

Plágio em concurso.

No último dia 11, foram realizadas, em todo País, as provas do concurso para o Senado Federal. 157.000 candidatos participaram da seleção em todas as capitais brasileiras. Na terça-feira, diversas pessoas foram ao Ministério Público para fazer uma representação pedindo maiores investigações sobre as questões selecionadas nas provas, pela Fundação Getulio Vargas (FGV), de alguns cargos. Motivo: plágio!
De acordo com os concorrentes, 31 das 80 questões propostas, para o cargo de analista em fisioterapia, foram plagiadas de outros concursos que ocorreram em diversos locais do país, dos anos de 2007, 2008 e 2009, nas prefeituras de Timom (MA), Vitória (ES), Umbaúba (SE), Coronel Fabriciano (MG), Balneário de Camburiú, Bom Jardim (PE), Olinda (PE), Cristais (MG) e Abreu e Lima (PE). Como se não bastasse, ainda há questões da Eletronorte, para a Polícia Civil do Pará e Secretaria de Estado de Saúde de Santa Catarina.
O Ministério Público informou que desde a publicação do edital até o dia 13 deste mês, nove representações foram feitas com pedido investigação, o motivo seria algumas irregularidades, tais como a inscrição de uma servidora do próprio Senado Federal e a dispensa irregular de licitação, por parte do Senado, para a contratação da FGV.
As provas dos cargos de analista de suporte de sistema e analista de sistema e enfermagem foram canceladas e uma nova data será marcada para realização das mesmas. Em nota, a FGV disse que as questões envolvidas em suposto plágio serão rigorosamente apuradas e que tal fato não poderá macular a imagem de uma prestadora de serviços que atua no mercado brasileiro há 70 anos.
Espera-se que haja um esclarecimento posterior, considerando os serviços de qualidade já prestados pela FGV à sociedade brasileira.

Elaine Caldas (Bolsista CNPq/IFAL)